Direção:
Victor Fleming
Produtor:
David O. Selznick
Roteiro:
Sidney Howard, baseado em ‘Gone with the
Wind' de Margaret Mitchell
Lançado
em: 15 de Dezembro de 1939
Duração:
3h 58 min.
País:
Estados Unidos
NOTA:
9,1
-
Frankly, my dear, I don't give a damn.
É
difícil imaginar um longa-metragem com 4 horas de duração, em exibição no
cinema nos dias atuais. Mais difícil ainda quando o ano em questão é 1939. Confesso
que lutei bastante para retirar o estigma de que o filme seria arrastado e
monótono, como aconteceu com o Assim
Caminha a Humanidade (1952). E eu estava errado.
Consegui
entender a grandiosidade do filme, o motivo para ele se manter vivo na
história, mesmo depois de quase 80 anos do seu lançamento. Tudo aqui é
grandioso. Cenários, locações, atuações. A primeira impressão que temos sobre a
Sra. O’Hara é que ela não mediu esforços para a criação das filhas. Tomamos
como personagem principal, Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), uma menina mimada e
namoradeira (isso nos padrões do ano de 1861), que tenta de todas as formas
chamar a atenção do seu amor platônico, Ashley Wilkes (Leslie Howard), que está
noivo da Melanie Hamilton (Olivia de Havilland), prima de O’Hara.
Nessa
desaventura amorosa de O’Hara, temos como cenário principal a Guerra Civil
Americana e a vitória do exército confederado. Aqui somos apresentados ao Rhett
Butler (Clark Gable), um visitante de Charleston, que mais à frente na
história, ajudará Scarlett a sair de Atlanta e voltar para a sua cidade natal.
É
visível a mudança da essência da personagem. De uma garota mimada a uma mulher
que teve que pôr as próprias mãos ao trabalho para alimentar a família durante
o pós-guerra. Ao lado de Mammy (Hattie McDaniel), conseguiram reerguer Tara, a
cidade natal de O’Hara.
Na
2ª parte do filme, vemos o relacionamento de O’Hara com Butler. E aqui entra a
minha única crítica ao filme (se é que posso considerá-la como tal): a escolha
do Clark Gable como par da protagonista. Algo ali não se encaixa e não me
refiro ao quesito atuação, que é assertiva (como sempre foi). O ator aparenta
ser muito mais velho do que a idade que ele realmente tem. Na projeção, ao lado
de Vivien Leigh, você nota uma gritante diferença etária. E olha que ele só
tinha 38 anos na época. Vemos também uma brilhante atuação de Olivia de
Havilland, em seu primeiro filme, lhe rendendo uma indicação ao Oscar de Melhor
Atriz Coadjuvante (a estatueta ficou com Hattie McDaniel, indicada na mesma
categoria).
O filme foi o primeiro a ser indicado a 13 categorias
do Oscar (ganhou 8, incluindo Melhor Filme). Outro fato foi o desempenho de
Hattie McDaniel, que lhe rendeu um Oscar, o primeiro para uma atriz negra. Também
foi para este filme que a Academia entregou o primeiro Oscar póstumo, para o
roteirista Sidney Howard.




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