Direção: Kleber Mendonça Filho
Produtores: Saïd Ben Saïd, Emilie Lesclaux e Michel Merkt
Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Lançado em 17 de Maio 2016 (Cannes)/ 01 de Setembro de 2016 (Brasil)
Duração: 2h 25 Min.
País: Brasil/França
NOTA: 8,2
Produtores: Saïd Ben Saïd, Emilie Lesclaux e Michel Merkt
Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Lançado em 17 de Maio 2016 (Cannes)/ 01 de Setembro de 2016 (Brasil)
Duração: 2h 25 Min.
País: Brasil/França
NOTA: 8,2
Há quem diga que o nosso cinema se resume a sexo e
violência. Outros falam que a qualidade de produção está ultrapassada e
desconexa, em relação a outros países sul-americanos. Engana-se quem acha que
nosso cinema não produz filme de qualidade, com histórias inebriantes e densas,
dignas de Oscar.
Estamos em Recife, na orla da praia de Boa Viagem. Clara
(Sonia Braga) é a última residente do edifício Aquarius, que está sob os olhos
de uma empresa imobiliária, que a todo custo pretende comprar o prédio. Com a
recusa da proposta sugerida pela construtora, Clara irá batalhar contra tudo e
todos (incluindo sua família), para continuar a viver num local que não é
somente sua atual moradia, mas também um nicho de lembranças e recordações.
No filme, vislumbramos o crescimento da personagem e
percebemos quão profunda ela é. Clara é mãe, mulher, cidadã. Sua busca interna
sobre a vida e sobre a sua sexualidade se mostra íntima e crua. Estamos ali, sendo 'espiões' da vida de uma mulher de 65 anos, que apesar de
tranquila, vê-se assombrada diariamente por pessoas que
querem retira-la do seu lar.
Sonia Braga divide a tela com Humberto Carrão,
que assim como a atriz, está na sua melhor atuação. Outro ponto louvável fica a
respeito da fotografia do filme, que é simplesmente bela. O desfecho dessa história foi criticado por muitos. É um daqueles filmes que nos deixam sem uma solução final. Confesso que sou fã de finais abertos, isso faz com que cada um opine sobre o que pode ter acontecido. Belo filme.




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